sexta-feira, agosto 01, 2025

Autor guarabirense lança obra "Filhos do Sol"

Foto e vídeo: Página do Instagram
do autor e de Cachoeira
Filhos do Sol é a mais recente obra literária em Guarabira. O autor do livro, Geandson Araújo, é natural da cidade, oriundo do distrito de Cachoeira dos Guedes. Segundo a página no Instagram @cachoeiradosguedes_, este é o segundo livro do escritor. Trata-se, segundo a página Cachoeira dos Guedes, de “uma obra que mergulha em histórias intensas, cheias de emoção. ‘Filhos do Sol’ promete tocar corações e despertar novas perspectivas, com uma narrativa envolvente e personagens marcantes que vão te acompanhar muito além das páginas”. O contato com o autor pode ser feito por meio de sua página pessoal no Instagram: @_geandsonNós, do Percepções Cotidianas, desejamos todo o sucesso a esse talentoso e promissor escritor.

AGLACMA participa de evento literário em CG

O Presidente da Academia Guarabirense de Letras e Artes (AGLACMA), Padre Emiliano Camilo, acompanhado dos acadêmicos Martinho Alves, Elias dos Santos e Sílvio Lima, marcou presença no Museu de Arte e Ciência de Campina Grande (MAC) no último dia 16 de julho, durante o lançamento simultâneo de três livros e três revistas culturais. O evento contou com expressiva participação e foi prestigiado por representantes de diversas academias do estado, entre eles Ramalho Leite (Presidente da Academia Paraibana de Letras – APL), Thélio Queiroz (Academia de Letras de Campina Grande – ALCG) e Daniella Pereira Barbosa (Presidente do Arquivo Afonso Pereira). As obras lançadas foram: Além do Ipiranga — a extraordinária vida de Pedro Américo e suas incríveis facetas (editoras CEPE e A União) e Pedro Américo e a Mona Lisa (Editora Escribas), ambas de autoria de Thélio Queiroz; além de Uma Vida por Escrito — Estudo biográfico de Afonso Pereira da Silva (Editora NOESES), de Francisco Sales Gaudêncio.


segunda-feira, julho 28, 2025

7 e 8 de Agosto: Feira Literária do Brejo Paraibano

A Academia Guarabirense de Letras e Artes – Casa Marisa Alverga, realizará sua III Feira Literária do Brejo Paraibano, proporcionando a interação com intelectuais paraibanos no próximo mês de agosto, cuja abertura se dará à noite do dia 7 (quinta-feira), no Teatro Municipal Geraldo Alverga, e prosseguimento durante todo o dia 8 (sexta-feira), na Câmara de Vereadores de Guarabira. É outra grande oportunidade para divulgação e conhecimento de livros, autores, artes e trabalhos editoriais.

Guarabira estará recebendo ilustres escritores e intelectuais paraibanos, a exemplo do Dr. Thélio Queiroz, escritor e Presidente da Academia de Campina Grande; Dr. Ramalho Leite, escritor e Presidente da Academia Paraibana de Letras, acompanhado  do escritor e vice-presidente Dr. Francisco Sales Gaudêncio; Desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba e escritor Dr. Marcos Cavalcante; Dr. Alfredo Fagundes, escritor e presidente da Academia de Mamanguape; Prof. Adriano de Lima, membro da Academia de Letras de Areia; Ana Almeida, Presidente da Academia de Sapé e ilustre Professor José Aderaldo; Dr. Eitel Santiago, Procurador da República, escritor e membro da Academia de Letras da Paraíba e Presidente da Academia Jurídica da Paraíba.

O evento busca incentivar o interesse pelas artes e a literatura, desde os clássicos até as novidades editoriais, estimulando e proporcionando espaço para os estudantes da rede pública, na construção do saber voltado para a leitura e artes, através de atividades culturais, chamando-lhes a atenção a novas abordagens, como dramatização e circulação de obras literárias.

O tema da feira deste ano será PEDRO AMÉRICO E O NEOCLASSICISMO NO BRASIL e tem o objetivo de destacar a importância desse grande vulto paraibano, natural da cidade de Areia, e conhecido internacionalmente.

Na oportunidade o evento dinamizará suas apresentações, incluindo debates, lançamentos de livros, poesias, exposições e música. Assim, aproxima leitores e escritores, promovendo interações familiares através de palestras, autógrafos e outras atividades.

O Padre Emiliano Camilo, Presidente da Academia Guarabirense de Letras e Artes – Casa Marisa Alverga, expressa gratidão a cada membro, colaboradores e palestrantes pelo apoio à realização desse evento.


Martinho Alves de Andrade - Acadêmico da AGLACMA.


segunda-feira, julho 07, 2025

Crônica: TRAÇOS HUMANOS DE UM SAUDOSO LÍDER

O que leva um homem de educação refinada, graças aos bons educandários particulares e públicos que frequentou, em cidade grande como capital do Estado, enquanto procurava alcançar um futuro promissor e divergente daquele que fora o dos seus pais, fazendeiros de vida econômica, social e política resolvida, a receber o diploma da vitória, e que triunfo, de um Advogado profundo conhecedor do Direito, uma das vocações mais belas e respeitadas do seu tempo, com uma oratória invejável e elegância inquestionável no momento da discussão ainda que acalorada, a tomar a decisão digamos que inesperada, de se transformar num defensor inconteste e presente, de quem nada tinha nem para o próprio sustento e muito menos para pagar honorários e custas de cartórios por estar réu, por uma desgraça qualquer? Como se não bastasse, se permitiria mais tarde invadir por princípios de humildade e tomou com a esposa Myriam Aquino, da vontade de mudar politicamente as coisas que tanto desajuste e desigualdade causavam, aos mais pobres viventes de periferias urbanas e camponeses, sobretudo analfabetos. Assim foi o destino de Osmar de Aquino, de inteligência privilegiada, oratória brilhante e forte, que muitas vezes levou ao delírio e às lagrimas, tantos ouvintes, simpatizantes e eleitores acomodados em plena via pública.

Na sua caminhada de advogado e político, Osmar de Aquino sempre fez favores e a pobres recusava honorários. Tinha nos amigos, um espaço que lhe permitia socorrer alguém quando necessário. Certa vez, Deputado Federal no Rio de Janeiro (1968) na tribuna fazia um discurso ardente contra o regime. De repente uma voz alta e forte: “muito bem 1 metro e 80”. Ao terminar o discurso, se retirou e procurou ver se era a pessoa que ele imaginava. Lá estava o amigo fiel de tantas jornadas em Guarabira, que sempre discordava da família e votava em Osmar. Conversa vai, conversa vem, empregou o jovem como motorista de um veículo para transportar freiras. Algum tempo depois, mais uma vez Osmar está na Baixa Câmara e a voz se repetiu: “meu querido 1 metro e 80”. Ao se encontrarem o deputado lhe indagou: “o que está fazendo aqui, cadê as freiras? Algum problema? Não, Dr. Osmar. Eu vim aqui perto, deixei as freiras lá com o carro e vim pra cá lhe dar um abraço”. Dá pra se entender que as religiosas deveriam estar muito aperreadas.

Cassado pela ditadura de 1964, tiraram de Osmar de Aquino o mandato e até mesmo o direito de fazer empréstimo bancário, para tocar a sua vida com a esposa, na Fazenda Milhã. Na política não fizera fortuna. Não costumava frequentar cozinhas e nem sala de estar de poderosos, esperando alguma compensação por ter sangue político. Esse fato me chegou ao conhecimento quando estive na residência dele com o saudoso e querido amigo Solon Benevides, cidadão que muito me influenciou a ser candidato a vereador de Guarabira pelo MDB, ao lado de Genival Lucena, apoiado pelo saudoso ex-prefeito Gustavo Amorim da Costa. Ele leu a carta que estava fazendo ao Presidente do Banco do Nordeste, reclamando dessa situação. Nada conseguiu, como se esperava.

Sem mandato algum, estava num Cartório da nossa cidade quando um senhor lhe procurou pedindo algum dinheiro para fazer a sua feirinha. Osmar se dirigiu a ele e com um bilhete para dona Myriam, o autorizou ir à presença dela e  apanhar uma carga de agave. Vendesse e fizesse as compras de que necessitava para alimentar a família. Osmar era então um cassado da ditadura e muitos não entendiam, porém.

Em Guarabira quando não em casa, na Fazenda Milhã, ele era encontrado na rua, na feira livre, no café Central, no Cartório, no Fórum. Era político fácil de ser achado e de ser abordado, pois o Major Osório de Aquino e dona Maria Benevides, seus pais, prezaram no lar, enquanto crescia desde seu nascimento em 11 de dezembro de 1916, por uma educação longe do orgulho, da arrogância e da prepotência.

Enquanto prefeito de Guarabira, em 1955, Osmar foi informado da morte de um amigo muito pobre, que ao chegar ao cacimbão de Zé Madruga, então muito cheio, na antiga Estrela, ao se debruçar na borda para pegar o balde, escorregou e mergulhou de cabeça, não voltando mais a ser visto. Do infeliz cidadão, ficara na mureta do cacimbão, as sandálias, o sabonete e a toalha. Todos estavam observando para ver se havia sinal do infeliz e Dr. Osmar também se fazia presente, aguardando que fosse esgotado o cacimbão, pois autorizara o esvaziamento para as primeiras providências. Alguém lhe indaga ao lado, “o que está a procurar nobre prefeito?” Era o amigo que tinha se dirigido a alguma pensão da Estrela, para atender a um chamado de uma das proprietárias e agora viera lavar os pés.

Esse era o espírito de Osmar de Aquino, de quem Guarabira saudosa e muito tristonha, se despediu para sempre em 1980, portanto há 45 anos. 


Prof. Martinho Alves de Andrade 

Membro da Academia Guarabirense de Letras e Artes


Professor Martinho Alves

Osmar de Aquino